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ALESSANDRO DANTAS/DIVULGAÇÃO
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Como revelou o Metrópoles,
Wilmar Lacerda (PT) é acusado de comprar sexo de adolescente com lanches.
Polícia Civil e MPDFT investigam o caso
“Em
1º de dezembro, continuo senador da República. Já comuniquei aos funcionários do
meu gabinete e ao próprio Wilmar.", Cristovam Buarque, senador
MAIS
SOBRE O ASSUNTO
O parlamentar revelou
que pode até mesmo desistir da ideia de percorrer o Brasil para testar sua
popularidade numa eventual candidatura à Presidência da República. “Continuando
no Senado, obviamente que atrapalha um pouco, mas, enquanto as investigações em
relação a ele [Wilmar] não forem concretizadas, não vou me licenciar.”
A decisão de Cristovam
ocorreu após o Metrópoles revelar, na quinta-feira (16), que o
petista responde a um inquérito no qual é acusado de fomentar a
prostituição de adolescentes. Wilmar Lacerda teria feito sexo com uma jovem de
17 anos e, em vez de dinheiro, pagava os programas com lanches.
O caso está registrado na
31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que, após ouvir Lacerda, encaminhou o
processo para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Na segunda-feira (20), o pai
da garota prestou depoimento no Núcleo de Atendimento à Família e aos Autores
de Violência Doméstica (NAFAVD), na Promotoria de Planaltina. Ele não quis
conversar com a reportagem, mas confirmou que não sabia do envolvimento da
filha com Wilmar e outros homens que a exploravam sexualmente.
Mãe
desmente petista
O Metrópoles também ouviu
a mãe da adolescente, que desmentiu o político – Wilmar Lacerda alegou
que o relacionamento com a jovem era público e consentido pelos pais da
menina. A mulher contou só ter tomado conhecimento do envolvimento do
petista com a filha após ler mensagens enviadas por ele no celular.
“Como ela [a filha] não
tinha celular, usava o meu. Não sabia mexer no telefone, mas um dia me
ensinaram, e comecei a ver que ele [Wilmar] a chamava pra sair e, pouco tempo
depois, aparecia um carrão na porta”, afirmou. O aparelho telefônico acabou
apreendido por agentes da unidade policial e ainda não foi devolvido à dona.
Desempregada, separada e mãe
de seis filhos, a mulher acredita que a pobreza da família contribuiu para que
a caçula aceitasse vender o corpo em troca de dinheiro e comida. “Depois que a
apertei, ela confessou que saía com ele [Wilmar Lacerda] porque podia comer em
restaurantes. Aqui em casa, às vezes, não tinha o básico para almoçar”.
Sexo
no apartamento do político
De acordo com a adolescente,
o primeiro encontro com Wilmar ocorreu em um bar da Quadra 5 da cidade. Em
outro, os dois teriam almoçado no Torre de Pisa, no Shopping Conjunto Nacional.
O restaurante é especializado em doces e salgados, mas também vende comida a
quilo.
Após a refeição, o petista
teria convidado a jovem para o apartamento dele, ocasião em que aconteceu a
primeira relação sexual entre os dois. A menina teria sido aliciada por uma
mulher de Planaltina conhecida como Rebeca. Apesar das promessas da
cafetina de que seria bem remunerada, segundo relato da adolescente,
Wilmar se recusava a lhe dar dinheiro.
“A declarante manteve
relação sexual com Wilmar Lacerda por cinco vezes, o qual nunca pagou em
espécie, pois dizia que não tinha dinheiro, mas sempre pagava um lanche”,
consta em um dos trechos do boletim policial.
Sem
camisinha
Após o primeiro encontro,
Wilmar e a menina trocaram mensagens pelo WhatsApp e teriam saído
outras quatro vezes. Ela conta que, apesar dos pedidos, o futuro senador
se recusava a usar camisinha.
“Recorda que Wilmar não
gostava de usar preservativo e dizia que não havia risco de a declarante
engravidar, pois havia feito um procedimento de retirada de sêmen e guardado em
uma clínica”, descreve a garota, em outra parte da ocorrência.
Fonte: Metropoles.com