sábado, 8 de setembro de 2012

A CULTURA DO “BICO” E A SEGURANÇA PÚBLICA

Mais uma vez anuncia-se num governo a intenção de acabar com o “bico” dos policiais. Entra e sai governo e o assunto é o mesmo. A impressão que passa é que a intenção está longe de ser a de resolver alguma coisa, mas unicamente mudar o foco da questão que deveria estar centrada em outros fatores mais importantes que atingem toda a sociedade. Como as reivindicações salariais se assomaram neste ano, volta a velha tática de anunciar alguma vantagem para uma categoria sem contemplar outras e, assim, provoca-se uma divisão que só beneficia o Estado empregador porque, enquanto as classes se digladiam, o governo respira.
A desculpa novamente é o “bico”, como se alguém que ganhe setecentos reais e passe a ganhar novecentos vá abandonar o trabalho paralelo. Nem a diferença de duzentos reais é tão significativa a ponto de provocar isto, nem o salário alto é capaz de fazer com que alguém deixe de exercer atividade extra que lhe traga mais ganhos.
O “bico” é proporcional ao salário do funcionário, daí que qualquer um o exerce independente se sua casa é um rancho ou uma mansão. Os que não o têm é porque não lhes sobrou oportunidade, mas basta aparecer uma para que a assumam. Quem ganha bem e tem outra qualificação profissional vai exercê-la no aconchego de um escritório ou no lazer de uma chácara com criação de animais e não em frente a um posto de gasolina ou em um mercado de atacados no interior da vila. As diferenças são que no escritório ou na chácara não há os riscos do posto de gasolina e aquele continua a ganhar muito mais que este, quer na função pública, quer no “bico”.
Aumentar, portanto, duzentos reais na conta de quem ganha setecentos, não vai mudar o quadro atual e policiais continuarão em frente aos posto e aos mercados tão vulneráveis à falta de segurança e a condições de trabalho como sempre estiveram. As estatísticas de mortos e feridos não mudarão em nada, tendendo a aumentar à medida que, por conta do novo salário, governos sucessivos entendam que o funcionário possa ficar mais doze anos sem reajuste.
Se a intenção é, realmente, séria e não estamos mais uma vez diante dos tantos sofismas com que convivemos diariamente, então que os salários dos funcionários sejam aumentados em patamares suficientes para que o nível do “bico” lhes permita a necessária segurança a ponto de não continuarem engrossando as estatísticas macabras que atingem os policiais.
Por Alberto Afonso Landa Camargo, Coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, graduado em Filosofia e Letras pela Universidade Católica de Pelotas

6 comentários:

  1. O policial só procura o bico porque precisa dar dignidade à sua família, e sabe que o Estado, maior responsável pela sua valorização não demonstra interesse em reconhecê-lo como fator essencial, obrigando-o a buscar meios perigosos e nocivos à vida para que possa dar uma VIDA a sua família.

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  2. Força Nacional chega ao DF em dois dias para reforçar segurança

    O reforço de 133 militares tem como principal objetivo combater os sequestros relâmpagos

    Kelly Almeida

    Publicação: 08/09/2012 08:01 Atualização:

    Segunda-feira, 133 militares da Força Nacional estarão no Distrito Federal para reforçar o policiamento e combater crimes que estão em alta, como os sequestros relâmpagos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) garante que todo o planejamento operacional está pronto, mas que os policiais podem não ser colocados nas ruas nos primeiros dias. Eles irão atuar em áreas onde há maior incidência de violência, já mapeadas por técnicos da secretaria. Também trabalharão nos limites com Goiás. O reforço deve ficar na capital do país por três meses e fará um serviço ostensivo paralelo ao da Polícia Militar.

    O secretário-adjunto da SSP, Jooziel de Melo Freire, explicou que a Força Nacional não deve ser vista nas ruas de imediato, já que o planejamento operacional feito pela pasta determina uma atuação específica. Uma das estratégias é colocar os policiais para reforçar as 39 vias de acesso ao DF. As blitzes irão ocorrer em dias, horas e locais com maior incidência de crimes. “À medida que formos aplicando o planejamento, realizaremos o fechamento das entradas e saídas do DF. Não podemos divulgar os locais e os dias em que os militares irão atuar”, disse o secretário-adjunto.

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  3. o bom e que sao policiais do proprio Df, e irao ganhar gratifi cacao de 7000, 00 para trabalhar dentro do Df,cade o tcdf,aproveito para parabenizar nossos vibradores de plantao nao e somente os operacionais,hoje temos muito mais pessoas dedicadas a dilma e o agnelo agradecem.

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  4. Unificação PEC – 102



    OFÍCIO CIRCULAR

    Nº 018/2012-ADEPOL/BR Brasília,13 de agosto de 2012.

    Excelentíssimo Senhores Presidentes e Associados.

    Cumprimentando Vossas Excelências, encaminho minuta de proposta de emenda constitucional número 102-11, de autoria do Senador Blairo Maggi PR/MT, que altera dispositivos da Constituição Federal criando um novo sistema de segurança pública para que os Estados na esfera de suas competências e a União no âmbito do Distrito Federal possam adotar a criação de uma polícia unificada, com as alterações propostas e aprovadas na reunião ocorrida, em Brasília, no dia 10 de agosto de 2012, convocada pela Adepol do Brasil a todos os Presidentes das Associações e Sindicados estaduais e do DF.

    Desta forma, conforme aprovado nesta mesma reunião, os Senhores Presidentes das entidades se comprometeram a promover assembleias nos seus respectivos estados, e, em seguida, no prazo de 60 dias – ATÉ 11 DE OUTUBRO-, encaminhar relatório sobre as conclusões e sugestões para o email-adepol.brasil@adepoldobrasil.org.br.


    Vale lembrar que em reunião realizada com o Senador Waldemir Moka-PMDF-MS, relator da matéria, informamos que o projeto é extremamente polêmico por alterar substancialmente o sistema de segurança pública do país e que a Adepol do Brasil IRÁ SE MANIFESTAR APÓS UM EXAUSTIVO DEBATE POR TODOS OS ESTADOS, bem como de realizações de audiências públicas com os demais segmentos da sociedade e das próprias polícias.

    Pela relevância do tema, todas as associações e sindicatos devem participar efetivamente deste debate nacional.

    Agradecemos à presença dos dirigentes estaduais que atenderam o convite da Adepol do Brasil, para a reunião realizada no último dia 10 de agosto, no Clube dos Delegados de Policia do Distrito Federal.

    PAULO ROBERTO D’ALMEIDA

    Presidente

    Sugestões 10-08-12 Reunião Adepol BR- PEC 102-11 –SENADO – Unificação Polícias

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  5. O crime também está caminhado para a unificação.

    Ele vem se especializando, recrudescendo e se tornando progressivamente mais ousado. A unificação do crime numa grande organização é cada vez mais evidente.

    O Estado em contrapartida tem se mostrado inerte ou até incompetente e conivente. Sucessivos governos fizeram alianças com o crime organizado e permitiram que organizações criminosas infiltrassem seu pessoal nos três poderes, em todas as esferas do governo. Hoje temos governadores, senadores, deputados, juizes, prefeitos, autoridades policiais e membros do primeiro escalão da administração pública financiados pelo crime ou mancomunados em verdadeiras sociedades, colocando o Estado a serviço do crime.

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  6. Comandantes das FORÇAS ARMADAS, "conquistam" gratificação de Cargo de Natureza Especial (NES), garantindo para cada um deles o valor de R$ 11.431,88 mais um aumento de 30% nos soldos.

    ANEXO I

    CARGOS COMISSIONADOS DE NATUREZA ESPECIAL E DO GRUPO-DIREÇÃO E ASSESSORAMENTO
    SUPERIORES, CARGOS DE DIREÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO,
    CARGOS COMISSIONADOS DE DIREÇÃO, DE GERÊNCIA EXECUTIVA, DE ASSESSORIA E DE ASSISTÊNCIA E CARGOS ESPECIAIS DE TRANSIÇÃO GOVERNAMENTAL
    a) CARGOS DE NATUREZA ESPECIAL – NES
    DENOMINAÇÃO VALOR UNITÁRIO
    (EM R EAIS)

    Comandante da Marinha 11.4 31,8 8

    Comandante do Exército 11.4 31,8 8

    Comandante da Aeronáutica 11.4 31,8 8

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